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ESCOLIOSE

  A escoliose é uma afecção do crescimento e portanto começa na infância.

  Não é uma doença, mas uma deformidade estática que leva à alteração postural e alteração das curvas da coluna. É mais frequente entre as meninas, mas meninos também apresentam a deformação.

  O diagnóstico e o tratamento da escoliose variam conforme o tipo e a gravidade da curvatura. A detecção precoce é essencial para aumentar as chances de sucesso terapêutico e prevenir possíveis complicações futuras.

  Por isso uma avaliação frequente nas crianças é muito importante e deve ser feita pelos familiares, pelo pediatra e pelo fisioterapeuta a partir do primeiro estirão de crescimento, entre 7 ou 8 anos de idade.

  O segundo estirão e mais perigoso para a escoliose é o estirão de crescimento da adolescência, que pode começar entre 11 e 13 anos de idade. É quando a criança cresce muito rapidamente e, se tiver algum desequilíbrio estático/muscular, pode desviar o alinhamento das vértebras e a escoliose pode se instalar.

  A escoliose é um grande problema. Ela atinge mais de 20% da população infantil. Ela é facilmente deixada de lado pois não dói e muitas vezes só é notada quando já está em estágio avançado, levando o adolescente a questões de baixa autoestima, pode comprimir órgãos torácicos como pulmão e órgãos digestivos. 

  A gravidade da escoliose não está somente na causa, mas na velocidade da evolução. Independentemente da causa, dificilmente há um quadro doloroso e por isso é preciso avaliar a criança.

  As causas são diversas. A escoliose se instala durante os estirões de crescimento, com evolução rápida quando há um desequilíbrio das estruturas, como encurtamentos musculares e das fáscias ou algumas deformidades patológicas ou congênitas das vértebras como a doença de Scheurmann, que raramente é diagnosticada precocemente.   

  A escoliose pode ser evitada, com tratamento fisioterapêutico de reeducação postural em 75% dos casos porém nenhum tratamento pode curar a escoliose já instalada.

  O tratamento é primordialmente fisioterapêutico e pode requerer o uso de colete postural porém, ele não deve ser a única opção oferecida. Quando a escoliose tem evolução rápida e grave, pode ser necessária a fixação cirúrgica das vértebras de toda a coluna. O tratamento pode ser aplicado também em adultos, objetivando melhora dos desconfortos posturais mas sem objetivo preventivo.   â€‹ 

  Para analisar rapidamente uma criança e verificar os sinais de uma pré-escoliose ou postura escoliótica, seguem algumas dicas:

              -desvios nos tornozelos e joelhos

              -desequilíbrio na altura dos ossos da bacia

              -desvio do tronco para um dos lados do corpo

              -desvio na altura dos ombros e das escápulas

              -aparente “corcunda”, ou hipercifose nas costas
              -encurtamento dos membros inferiores

              -lateralização da cabeça

              -queixa de cansaço em passeios ou brincadeiras

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  Não se deve esperar que a escoliose esteja instalada para tratá-la.

  Para evitar a Escoliose, os cuidados com a criança ou adolescente devem seguir alguns fatores importantes: a vigilância e a condução do crescimento, evitar e tratar as retrações musculares e articulares.

  A vigilância é realizada em vistorias posturais com atenção quando a criança refere “cansaço” (que pode ser causado pelos encurtamentos, ao caminhar pequenos trajetos  como andar no shopping, supermercado, etc.)

  A condução do crescimento deve ser acompanhada e revisada para observação da velocidade do crescimento. Aqui também é importante vistoriar não só os desalinhamentos da coluna, como também dos pés, joelhos, quadris e ombros.

  A criança deve ter sempre oportunidade de brincar e fazer atividades físicas livres, evitar telas e posições mantidas por tempo prolongado, entre outras medidas para um desenvolvimento musculoesquelético saudável.

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Fisioterapia para Escoliose
O objetivo do tratamento é aliviar dores, corrigir desequilíbrios musculares e promover o realinhamento dos eixos corporais.

As Sessões

As sessões duram cerca 40 a 50 minutos, de uma a três vezes por semana.

Quantas sessões?

​Não há número protocolar de sessões. O tratamento depende da patologia e das respostas do paciente e deverá ser acompanhado durante toda a fase de crescimento.

Como é o tratamento da Escoliose?

O tratamento Fisioterapêutico da Escoliose consiste em:

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  1. Avaliação fisioterapêutica e exame clínico das retrações musculares, análise do RX, verificação do crescimento, hábitos de atividade física e/ou sedentarismo, entre outros.

  2. Aplicação de exercícios e técnicas fisioterapêuticas de correção postural, como RPG, Pompagens, Método Schroth, entre outros.

  3. Orientações na colocação e uso diário do colete, quando necessário.

  4. Orientações para exercícios em casa, correções de calçados e orientações aos familiares e à escola.

  5. Orientações para a melhor atividade física recomendada para cada caso.

  6. Relatórios e contato com o médico/pediatra.

  7. Reavaliações periódicas.

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Tipos de Escoliose, Coletes, Caso Cirúrgico, Antes e Depois

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Bibliografia

​-BIENFAIT, M. Os desequilíbrios estáticos. São Paulo. Summus Editorial, 1995.​

-BRICOT, B. Posturologia. São Paulo Editora Ícone, 2006.​

-KENDALL, F. P.; MCCREARY, E. K.; PROVANCE, P. G.; RODGERS, M. M.; ROMANI, WILLIAM A. Postura: alinhamento e equilíbrio muscular. Músculos, provas e funções. Editora Manole 5ª ed. São Paulo. 2007.​

-KISNER, C.; COLBY, A. L., BORSTAD, J. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. Editora Manole. 7ª edição. São Paulo. 2021.​

-LEHNERT-SCHROT, C. & AUNER-GRÖBL, P. Tratamento tridimensional da escoliose. Editora: Estação Liberdade. 2023

​-SOUCHARD, P. E. , MELI, O., SGAMMA, D., PILLASTRINI, P. Reeducação Postural Global. 2022. Summus Editorial. 1ª Edição. São Paulo.

- MAGEE, D. J. &  MANSKE,  E.R.C.. Avaliação Musculoesquelética 2023.- 7ª Edição – Editora Manole, São Paulo.

http://www.sbrpg.com.br/

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